Hoje tive um sonho curiosíssimo sobre problemas.

Eu lia em um livro, aparentemente um livro de provérbios ou aforismos, que todos os problemas – inclua aí problemas financeiros, de relacionamento, de saúde, profissionais etc etc etc – poderiam ser resumidos e simplificados a um só modelo.

O da charada da onça, do bode e da caixa de repolho que precisam ser atravessados para o outro lado de um rio em uma canoa.

Você só pode levar um item em cada viagem, pois a canoa é pequena.

Quando você está por perto, o bode não come o capim. Quando você está por perto, a onça não come o bode.

Sabendo disso, como atravessar todos os itens para o outro lado?

A resposta é relativamente conhecida.

Primeiro você leva o bode, deixando-o sozinho do outro lado. A onça, enquanto espera, não comerá o capim.

A próxima a ser atravessada é a onça. Mas, agora, o bode precisa voltar para a outra margem, pois não pode ficar sozinho com a onça ou será comido.

Então, depois de retornar com o bode, você leva para o outro lado a caixa de repolhos. Deixe-a com a onça, que já foi atravessada.

Volte sozinho, pegue o bode, atravesse-o e todos estarão do outro lado, finalmente.

Relativamente simples.

A questão é que a gente nunca sabe, na vida da gente, quem é a onça, quem é o bode e quem é a caixa de repolhos.

Acredito que a maior parte dos elementos problemáticos conjugam em partículas indivisíveis essas três variáveis tornando impossível fazer travessias separadamente.

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