Crônicas, contos e outras coisas de Alessandro Martins
1 out 2009
Sempre incomodou-me o fato de que Peter Parker, ao ser picado por uma aranha radioativa, só herdou de sua agressora as boas qualidades, como super-força, flexibilidade, reflexos, sentidos aguçados e a capacidade de subir pelas paredes. As más qualidades, como pernas excessivamente peludas e um possível mau hálito, ficaram de lado.
Pensando nisso, numa noite dessas, quando Júlia pediu-me uma história para antes dormir (detalhe: ela é minha namorada), contei-lhe a seguinte.
Era uma vez, um jovem estudante. Ele era muito esforçado e inteligente. E, por isso, foi um dos escolhidos para uma excursão em um laboratório que estudava radioatividade, a fim de conhecer objetos, pessoas e aranhas radioativas.
Enquanto passeava por uma das salas radioativas, não percebeu que uma das aranhas havia escapado e andava por seu braço. Quando, então, foi picado.
Voltou para casa com o membro (o braço) bastante inchado. Preocupado, não falou nada para seu tio e sua tia. Achou que iria perder o membro (o braço). Até que, com febre e dor, em meio a delírios, adormeceu.
Quando acordou, descobriu que não estava mais com o braço inchado. Não sentia dor nenhuma.
Mas não estava mais forte e nem subia pelas paredes como seria de esperar.
A única coisa que a aranha lhe transmitiu foi o poder de comer moscas e achar isso particularmente gostoso.
Descobriu esse poder em uma aula de biologia.
Ninguém sabe que ele tem essa capacidade. Ele não pode contar.
Porque isso não é coisa que se conte.
Fim.
4 comentários para "Homem-aranha"
Blergh! Ainda bem que o senso crítico humano não foi afetado!
(e pernas peludas tbm seria péssimo)
Se vc fosse autor de desenho iria morrer de fome;eca!
Adorei! Conto hitórias desse tipo para minha sobrinha. =)
Adorei! Conto histórias desse tipo para minha sobrinha. =)
Escreva um comentário