Os juros dos cartões de crédito chegam a quase 400% ao ano, como bem observou o Helton, no Twitter.

A questão é que um número não muito pequeno de pessoas continuam a cair nesse golpe institucionalizado.

No futuro, tenho certeza de que essa prática será mal vista.

As empresas responsáveis pelos cartões de crédito nada mais fazem do que se aproveitar do analfabetismo financeiro das pessoas que, por ventura, aceitam esses enganos disfarçados de favores.

Permitir que isso aconteça – admitindo que as pessoas sabem o que estão fazendo – é de tão boa fé quanto fazer um selvagem assinar um contrato em que vende suas terras por espelhos e colares com contas de vidro.

Mas fazer o quê? Corporações não têm consciência. Se é legal, não precisar ser moral ou ético.

Veja o que diz, acertadamente, o artigo da Wikipedia acerca de ética:

A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa freqüencia a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética.

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