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	<title>Cracatoa Simplesmente Sumiu &#187; Crônicas</title>
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	<description>Crônicas, contos e outras coisas de Alessandro Martins</description>
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		<title>Pirateie minha vida você também!</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 13:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[como piratearam minha vida]]></category>
		<category><![CDATA[cracatoa]]></category>
		<category><![CDATA[ebook]]></category>
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		<description><![CDATA[Como piratearam minha vida é o nome do meu primeiro livro e você pode baixá-lo neste instante. Totalmente grátis. Trata-se de uma coletânea de contos e crônicas deste blog &#8211; as eróticas e as pornográficas. Baixe Como Piratearam Minha Vida (somente para maiores de 18 anos) O título tem diversas razões. Ele é similar ao [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/pirateie-minha-vida-voce-tambem/">Pirateie minha vida você também!</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1524 aligncenter" title="como piratearam minha vida" src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2009/08/como-piratearam-minha-vida.JPG" alt="como piratearam minha vida" width="419" height="284" /></p>
<p>Como piratearam minha vida é o nome do <strong>meu primeiro livro</strong> e você pode baixá-lo neste instante. Totalmente grátis.</p>
<p>Trata-se de uma coletânea de contos e crônicas deste blog &#8211; as eróticas e as pornográficas.</p>
<ul>
<li><a href="http://editoraplus.org/livros/como-piratearam-minha-vida/">Baixe Como Piratearam Minha Vida</a> (somente para maiores de 18 anos)</li>
</ul>
<p>O título tem diversas razões. Ele é similar ao título do primeiro conto, Como Piratearam Meu Pau. Título que, admitamos, impediria a divulgação da obra em publicações sérias como a Squire, a New Yorker e a Gazeta de Quixeramobim.</p>
<p>E, por outro lado, tem a ver com o espírito da Editora Plus, explicado na última página:</p>
<blockquote><p><strong>O que você pode fazer com esse livro</strong><br />
A você é dado direito de distribuir esse livro, tanto faz se for em meio impresso ou eletrônico (por email, website, CD, pendrive ou outros meios). Você pode copiar e passar adiante para todo mundo. Esse livro não pode ser alterado de nenhuma forma, e você não pode cobrar nada por ele.</p>
<p><strong>Sobre a Editora Plus</strong><br />
A Editora Plus, ou Projeto para o Livre Uso do Saber, tem como objetivo publicar livros inéditos e gratuitos, exclusivamente em formato eletrônico, sem custo algum para autores e leitores.</p></blockquote>
<p>Ou seja, tudo o que eu mais quero é que você pirateie a minha vida e espalhe-a por aí.</p>
<p>A prefeitura de Cracatoa agradece.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/pirateie-minha-vida-voce-tambem/">Pirateie minha vida você também!</a></p>
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		<title>Primeiro lição da reciclagem no Detran: assumir infrações já é socialmente aceito</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 14:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[assumir]]></category>
		<category><![CDATA[carteira suspensa]]></category>
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		<description><![CDATA[Descobri algumas coisas no primeiro dia de reciclagem no Detran. A mais interessante delas é que a maior parte das pessoas que estava na sala não tinha cometido as infrações que as levaram a ter a Carteira Nacional de Habilitação suspensa. E a instrutora sabe disso. Ao final da aula aplicou um questionário &#8211; sem [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/primeiro-licao-da-reciclagem-no-detran-assumir-infracoes-ja-e-socialmente-aceito/">Primeiro lição da reciclagem no Detran: assumir infrações já é socialmente aceito</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobri algumas coisas no primeiro dia de reciclagem no Detran. A mais interessante delas é que a maior parte das pessoas que estava na sala não tinha cometido as infrações que as levaram a ter a Carteira Nacional de Habilitação suspensa. E a instrutora sabe disso.</p>
<p>Ao final da aula aplicou um questionário &#8211; sem identificação e com fins estatísticos &#8211; que incluiam as opções:</p>
<ul>
<li>marque com um xis a infração que você cometeu</li>
<li>marque com um xis se foi você que as cometeu ou não</li>
<li>e, nesse caso, marque também se o problema se deu por falta de apresentação do condutor ou porque você assumiu a infração por outra pessoa</li>
</ul>
<p>Ela explicou que o personagem mais comum em suas aulas são os pais ou avós, geralmente idosos, que por assumirem as culpas de netos e filhos vão parar ali. Outro personagem comum são casos como o meu: falta da apresentação do condutor quando de alguma infração que conduza a suspensão direta ou por pontos. Ou porque ficaram com pontos na CNH pois não fizeram a transferência de um veículo como manda a lei e aquele que deveria ser o novo proprietário do veículo não assume as infrações.</p>
<p>Uma senhora, colega minha durante esta semana, faz pela segunda vez o curso. Disse que acha até divertidas as aulas. Tem nas costas multas que seriam para filhos e um genro. Muito paciente. O neto, um dos beneficiados, vem trazê-la e buscá-la ao final da aula.</p>
<p>Apenas um terço, aproximadamente, está ali por faltas que de fato cometeram. Pelo menos na amostragem de minha sala.</p>
<p>Um deles é um sujeito divertido ao lado de quem sentei. Caminhoneiro e ex-funcionário de funerária foi pego embriagado depois de um acidente. Nada grave (o acidente; a irresponsabilidade de dirigir bêbado ele assumiu), mas suficiente para fazê-lo ter a carteira suspensa por 12 meses. Estaria em condicional por dois anos, mas não tem ido assinar a presença no fórum, o que, acredita, pode lhe dar problemas em breve.</p>
<p>Há dois anos não bebe (os outros motoristas presentes disseram que preferem ficar sem carteira a parar de beber). Trabalha agora em um açougue e disse-me que as pessoas pararam de comprar carne de porco depois da gripe suína.</p>
<p>- Ignorância. Não tem nada a ver.</p>
<p>Conseguiu mudar o horário de trabalho para comparecer às aulas. Agora encontrou Jesus e, tirando o fato de não ter sido um preso condicional muito assíduo, ao que parece, está se endireitando e pretente, em breve, voltar a dirigir caminhões, sua paixão. Detalhe: com 30 anos, casado, juntado, amasiado, enfim, 8 vezes. Seis filhos. No momento, ora para que sua cara metade, tão devotada quanto ele, apareça. Diz não ter pressa.</p>
<p>A instrutora alertou-nos para ficarmos muito atentos às multas que levamos. Agora, no Paraná, todos os policiais tem permissão para passar notificações e alguns deles não estão suficientemente preparados. Ao que parece, tem chegado algumas bobagens passíveis de contestação ao Detran. Na primeira instância ninguém ganha. Mas se você entra com recurso na segunda instância, no Jari, as chances sobem. No entanto, no Diretran, órgão de trânsito municipal, ela não sabe como a coisa funciona.</p>
<p>Uma senhora, no começo da reciclagem, disse que era um absurdo estarmos naquela aula com essa história de gripe e todos os colégios com atividades suspensas. Ao que a instrutora, sempre muito sorridente, respondeu que ninguém era obrigado a estar ali e, caso ela preferisse, poderia marcar a reciclagem para uma outra data.</p>
<p>Ao que todos concordaram que seria uma boa idéia. Ninguém gosta de encrenqueiros.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/primeiro-licao-da-reciclagem-no-detran-assumir-infracoes-ja-e-socialmente-aceito/">Primeiro lição da reciclagem no Detran: assumir infrações já é socialmente aceito</a></p>
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		<title>Carteira suspensa: primeiros sintomas</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 20:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[carteira de motorista]]></category>
		<category><![CDATA[cnh]]></category>

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		<description><![CDATA[Ter a carteira de habilitação suspensa só está me fazendo bem. Sem dirigir meu ânimo ficou ainda melhor. Gosto de andar. Hoje fui à casa de minha mãe, um trajeto de uns 10 quilômetros de bicicleta e pude apreciar mais a paisagem e sentir-me mais em contato com as pessoas que estavam no caminho. Conversei [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/carteira-suspensa-primeiros-sintomas/">Carteira suspensa: primeiros sintomas</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter a carteira de habilitação suspensa só está me fazendo bem. Sem dirigir meu ânimo ficou ainda melhor. Gosto de andar. Hoje fui à casa de minha mãe, um trajeto de uns 10 quilômetros de bicicleta e pude apreciar mais a paisagem e sentir-me mais em contato com as pessoas que estavam no caminho. Conversei com mais gente, vi mais coisas e encontrei diversas fotografias boas para fazer.</p>
<p>Ao mesmo tempo percebi mais claramente como o trânsito transtorna os motoristas. Em quase todas as esquinas havia alguém buzinando sobressaltadamente para alguém. Freadas bruscas aqui e ali. Aceleradas ameaçadoras acolá. Quando não xingamentos. Filas de veículos parados. Motores capazes de arrastar toneladas carregando apenas um terráqueo.</p>
<p>O tempo do trajeto aumentou em apenas 20 minutos na ida e 20 minutos na volta. Como gosto de exercícios, sinto que economizo assim o tempo e o dinheiro que gastaria em uma academia. E evitando o trânsito, em vez de me sentir esgotado pela experiência do deslocamento, senti-me renovado. Cada vez mais seriamente penso em adotar a bicicleta de uma forma mais definitiva como meio de transporte. Exceção dos dias de chuva.</p>
<p>Esses dias andei na chuva e mesmo com guarda-chuva meus pés molharam e os sapatos ficaram inundados. Sem problema: penso em comprar galochas para essas ocasiões. Lembro de quando era criança e pisava com gosto nas poças usando as minhas &#8220;sete-léguas&#8221;, sabendo que meus pés continuariam sequinhos.</p>
<p>Porém, espero que a chuva tenha dado uma boa trégua para que eu possa continuar minhas excursões ciclísticas por meus habituais trajetos.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/carteira-suspensa-primeiros-sintomas/">Carteira suspensa: primeiros sintomas</a></p>
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		<title>Amor nos tempos de gripe suína e&#8230; Twitter</title>
		<link>http://www.cracatoa.com.br/amor-nos-tempos-de-gripe-suina-e-twitter/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 19:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Leia o texto abaixo como se tivesse sido escrito por uma pessoa apenas, mas cuja leitura fosse coletiva, como se cada tweet fosse uma frase lida por um participante diferente. A autoria de cada tweet aqui retratado é individual &#8211; creditada através do link nas imagens -, mas a autoria do todo sem dúvida é [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/amor-nos-tempos-de-gripe-suina-e-twitter/">Amor nos tempos de gripe suína e&#8230; Twitter</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leia o texto abaixo como se tivesse sido escrito por uma pessoa apenas, mas cuja leitura fosse coletiva, como se cada tweet fosse uma frase lida por um participante diferente.</p>
<p>A autoria de cada tweet aqui retratado é individual &#8211; creditada através do link nas imagens -, mas a autoria do todo sem dúvida é coletiva.</p>
<p>É como se fôssemos um grande organismo. Que espirra, que vive, que ama e que morre. Sabel lá o que coletivamente estamos dizendo neste instante. Sabe lá, acima de tudo, o que estamos calando.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/bernardomariani/statuses/2469355793"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/1.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/internet100/statuses/2469293146"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/2.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/rafaeloliver/statuses/2441279658"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/3.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/rabujagenerico/statuses/2447628981"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/4.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/biagp/statuses/2373936301"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/5.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/_luuH_/statuses/2462747778"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/6.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/tchiamanu/statuses/2467868822"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/7.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/fabiochila/statuses/2465642808"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/8.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/felipend/statuses/2419742045"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/9.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/RoddySnow/statuses/2380809516"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/10.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/azuul/statuses/2461269125"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/11.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/rafamejia/statuses/2471308842"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/12.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/Perritopuerco/statuses/2468810314"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/13.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/arq_raquel/statuses/2454400756"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/14.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/LucyinHell/statuses/2471787953"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/15.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/Denis_Lopes/statuses/2392900164"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/16.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/lilianrobim/statuses/2469215564"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/17.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/Audius/statuses/2469569756"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/18.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/19.JPG" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/eduardoduccigne/statuses/2464123132"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/20.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/eduardoduccigne/statuses/2464123132"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/21.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/juuuhss/statuses/2303930971"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/22.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/moniseleonel/statuses/2447336381"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/23.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/_ice/statuses/2406113419"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/24.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/_ice/statuses/2406113419"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/25.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/cleyton3/statuses/2441244349"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/26.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/winiebritto/statuses/2462426068"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/27.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/Andy_lima/statuses/2450069190"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/28.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/lididella/statuses/2471687954"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/29.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/sucodelaranja/statuses/2445181587"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/30.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/FefeVasconcelos/statuses/2422535834"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/31.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/gabestanisz/statuses/2453878944"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/32.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/BonecaoDoPosto/status/2461171422"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/33.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/BonecaoDoPosto/status/2456724216"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/34.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/nadialidiane/statuses/2470866785"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/35.JPG" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://twitter.com/dianandzylvia/statuses/2317697386"><img src="/wp-content/uploads/2009/07/36.JPG" alt="" /></a></p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/amor-nos-tempos-de-gripe-suina-e-twitter/">Amor nos tempos de gripe suína e&#8230; Twitter</a></p>
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		<title>Se me beijar sempre assim</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 11:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[beijo]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[dia dos namorados]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste dia dos namorados, para Júlia, que me ensina a beijar Se me beijar sempre assim, jamais morrerei de sede. Lábios úmidos de beijos nada dizem sobre as dúvidas da morte, seus antes e seus depois, repletos da presunção humana. Eventualmente falam. Mas principalmente calam. Porque tem selados em si as poucas certezas que um [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/se-me-beijar-sempre-assim/">Se me beijar sempre assim</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Neste dia dos namorados,<br />
para Júlia, que me ensina a beijar</em></p>
<p>Se me beijar sempre assim, jamais morrerei de sede.</p>
<p>Lábios úmidos de beijos nada dizem sobre as dúvidas da morte, seus antes e seus depois, repletos da presunção humana.</p>
<p>Eventualmente falam. Mas principalmente calam. Porque tem selados em si as poucas certezas que um homem pode ter a respeito da vida. Elas moram entre aquilo que passou e aquilo que virá. São simples, mas absolutas. E indizíveis. Dormem no sorriso disfarçado que carrego pelas calçadas desta cidade.</p>
<p>Se me beijar sempre assim, jamais morrerei de fome.</p>
<p>Pois não é de pão que o homem vive. Mas do alento que nasce entre lábios momentaneamente unidos. Das palavras que fazem sorrir e chorar. Também das que fazem cócegas por dentro.</p>
<p>E, se assim for &#8211; se assim sempre me beijar &#8211; nunca morrerei de tédio.</p>
<p>Pois terei algo novo para ouvir perpetuamente. A surpresa de suas palavras, em suas nuances, modulações e tons é inesgotável, mesmo quando aparentemente se repetem, aos meus pedidos de mais. Não há fim de história que não traga em si o começo de outra.</p>
<p>Por isso me animo a tentar descobrir a forma fixa do discurso que há entre nós. O que está dito por trás do que não está.  Sei que é tarefa impossível, no entanto. Pois a cada passo descubro uma nova verdade a fazer volutas no ar. Parecida com um passarinho. Pousa na mão, mas não se deixa capturar. Vive por que é livre.</p>
<p>Se me beijar, sempre, meu fim em cativeiro é impossível. Pois estou onde quero estar. E, embora não precise de muitos metros quadrados para viver, o Universo é meu pomar. Onde eu estiver, estendo o braço, colho um fruto e lhe ofereço em gratidão.</p>
<p>Uma oferta por sua absoluta generosidade, pois &#8211; ao me beijar assim, sempre &#8211; nada pede.</p>
<p>Não se pode trocar um beijo por outro. Pois o beijo é a própria troca. Um beijo não pede e não é favor: é o agradecimento em si e por si.</p>
<p>Barganhar amor, inevitavelmente, é fazer mau negócio. Compra-se o que já se tinha, coloca-se um preço no que preço não tem, tenta-se prender borboletas em uma jaula.</p>
<p>Não há jaulas com grades suficientemente estreitas para borboletas.</p>
<p>Se sempre me beijar, sei que não morrerei só. Porque sempre terei a sua boca para beijar. Uma boca não se beija sozinha e chega a ser engraçado pensar nisso.</p>
<p>Talvez &#8211; se sempre me beijar e se, desse modo, um dia passar a me beijar para sempre &#8211; eu descubra que sou eterno.</p>
<p>Que é um beijo senão dois seres manifestamente finitos, com suas bocas e corpos finitos,  celebrando em um instante finito aquilo que não tem dono nem fim?</p>
<p>Se me beijar sempre assim, sim, talvez eu descubra que sou eterno.</p>
<p>Mas só quero o eterno se eu não for passar sede, se eu não for passar tédio, se eu não for passar fome, se me beijar sempre assim.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/se-me-beijar-sempre-assim/">Se me beijar sempre assim</a></p>
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		<title>Hoje, mandei esta mensagem para a escola onde estudei do jardim à quarta-série*</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 23:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Queridas tias, Mariza, Marli, Marise, Zandaíra, Nazaré, Maria Thereza e tantas outras de que não lembro o nome, mas de que lembro as faces e cabelos lindos e que tão bem cuidaram de mim entre 1979 e 1984. Escrevo do futuro. E espero que, quando esta mensagem chegar a vocês, as encontre com saúde e [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/hoje-mandei-esta-mensagem-para-a-escola-onde-estudei-do-jardim-a-quarta-serie/">Hoje, mandei esta mensagem para a escola onde estudei do jardim à quarta-série*</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Queridas tias,</p>
<p>Mariza, Marli, Marise, Zandaíra, Nazaré, Maria Thereza e tantas outras de que não lembro o nome, mas de que lembro as faces e cabelos lindos e que tão bem cuidaram de mim entre 1979 e 1984.</p>
<p>Escrevo do futuro. E espero que, quando esta mensagem chegar a vocês, as encontre com saúde e alegria.</p>
<p>Quero que saibam que estou muito bem. Não sou um sujeito rico, no sentido vulgar do termo, mas também não sou um sujeito pobre. Minha riqueza está no saber que nunca vai me faltar algo. Tampouco sobrar. Tenho as coisas na medida exata. Esse é um valor que, creio, comecei a aprender aí.</p>
<p>Aqui no futuro as coisas são complicadas, mas muitos de nós sabem mais ou menos lidar com elas e procuram ajudar os que não sabem. Claro, tem gente indiferente também. Continuamos todos aprendendo. Ainda não inventaram a pílula da sabedoria absoluta.</p>
<p>Dizem que o clima mundial não está muito bem. Outros dizem que é assim mesmo. É uma guerra de informações em que alguns, individualmente ou em grupo, tentam fazer a sua parte.</p>
<p>Ao mesmo tempo, um coreano traz a sombra da ameaça nuclear que pairou sobre nossas cabeças na época em que estive aí. Então o nome dessa ameaça era Guerra Fria, como bem me lembro. Mas não víamos falar sobre isso na escola. Só no Jornal Nacional.</p>
<p>Atualmente a economia oscila entre os tempos de bonança e os tempos de crise. Não é preciso ser muito inteligente para saber que sempre foi e sempre vai ser assim e, caso aí no passado vocês tenham alguma dúvida, eu garanto: não tem sido diferente durante esses 25 anos que as deixei para viver aqui, no futuro. Portanto, para viver bem, há que se aprender a viver nessas oscilações. Mas tenho uma boa notícia: não tem mais aquela inflação. Se ainda está difícil comprar as coisas de que precisamos para viver, pelo menos ficou mais fácil fazer as contas e planejar.</p>
<p>Israel ainda não se entendeu com os palestinos.</p>
<p>O Brasil ainda é o País do Futuro. Mas acho que pouco a pouco estamos colocando nossos pés mais no presente. Sem perder, no entanto, a perspectiva para o tempo distante. É difícil, mas algo me diz que as coisas estão melhorando. Claro que ainda tem coisas muito ruins. Mas não quero falar tanto sobre elas, para não chateá-las. Ninguém disse que seria fácil.</p>
<p>Porém, apesar de tudo isso, clima, guerras, economia, as pessoas continuam tão esperançosas, talentosas e capazes quanto eram quando eu estava junto de vocês.</p>
<p>Acho muito possível que vocês não lembrem de mim, mas se tiverem curiosidade estou certo de que há um arquivo em que poderão saber um pouco mais sobre como eu era (por isso assino com o nome completo: para acharem a minha figura magrela). Talvez até encontrem uma foto minha. Estou muito diferente, pois a viagem até o futuro me causou, como efeito colateral, a perda dos cabelos. Mas minha mãe garante que continuo bonito apesar disso.</p>
<p>Coisas que não esqueço: o dia de pegar livros e levar para casa; a vez em que interpretei Pluft, o Fantasminha, ao final da quarta série; o primeiro amor &#8211; que aí conheci (ela não me conheceu) &#8211; e até as pequenas decepções infantis.</p>
<p>Ah, claro! Na primeira série, caí da arquibancada (lembram? ela tinha apenas dois degraus, a arquibancada) e uma de vocês, acho que foi a Tia Mariza, me levou à Clinica Vila Hauer (não existe mais) para levar pontos.</p>
<p>Um dia teve gincana e eu ganhei um concurso de estourar balões. Infelizmente, não segui a carreira de mergulhador em apnéia que essa pequena vitória prenunciava. Acho que foi em um dia dos pais.</p>
<p>Meu pai morreu recentemente, de câncer, mas não se preocupem pois já estamos bem, minha mãe, minha irmã e eu. Ele foi valoroso e forte nessa história toda e, creio, dessa maneira nos deixou fortes também. Sofreu o mínimo e nós, da mesma maneira. Claro que ainda sinto falta dele, assim como sinto falta de todos os meus avós que também já partiram. Talvez vocês se lembrem da Dona Rosa e do Seu Purciano que todo dia levava-me pela mão e, ao final da tarde, buscava-me. Quanta coisa aprendi nesse caminho de ida e de volta.</p>
<p>Acho que fui um bom aluno, mas quando a Tia Marise passava de carteira em carteira, depois da correção dos cadernos, devo confessar que sempre fui um tanto condescendente para comigo mesmo e dizia ter cometido menos erros do que os que realmente cometera. Digam a ela, caso não esteja lendo esta carta, para não se preocupar, apesar disso. Pois minha formação ética hoje não me permitiria cometer tais deslizes intencionalmente. E que esses pequenos erros de ontem fazem com que eu tenha mais acertos hoje. Seja lá o que forem acertos.</p>
<p>Talvez a vida, de fato, não se meça por erros ou acertos. Talvez ela seja medida apenas pelos lugares por onde se passou e pelas pessoas que, nesses lugares, se teve oportunidade de amar.</p>
<p>Não sei dizer dos outros, mas fico feliz por ter passado por aí e amei isso.</p>
<p>Amo vocês de todo o meu coração.</p>
<p>Saudades,<br />
Alessandro.</p>
<p>*para quem ficou curioso a escola é a <a href="http://www.espescola.com.br">Escola Sebastião Paraná</a>, aqui em Curitiba</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/hoje-mandei-esta-mensagem-para-a-escola-onde-estudei-do-jardim-a-quarta-serie/">Hoje, mandei esta mensagem para a escola onde estudei do jardim à quarta-série*</a></p>
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		<title>Cabeças na Lua</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 12:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[apolo 13]]></category>
		<category><![CDATA[apple]]></category>
		<category><![CDATA[astronautas]]></category>
		<category><![CDATA[lua]]></category>
		<category><![CDATA[machintosh]]></category>
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		<description><![CDATA[O avô de um amigo meu até hoje duvida que o homem tenha chegado à Lua. Na noite de 1969, enquanto todos assistiam ao evento nas tevês, ele colocou a cabeça para fora da janela, olhou para o céu, voltou-se para a lua e disse: - Não estou vendo ninguém lá em cima. Em minha [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/cabecas-na-lua/">Cabeças na Lua</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O avô de um amigo meu até hoje duvida que o homem tenha chegado à Lua.</p>
<p>Na noite de 1969, enquanto todos assistiam ao evento nas tevês, ele colocou a cabeça para fora da janela, olhou para o céu, voltou-se para a lua e disse:</p>
<p>- Não estou vendo ninguém lá em cima.</p>
<p>Em minha opinião, o testemunho ocular tem muito mais valor que o testemunho mediado pela câmera e tenho a tendência a acompanhar a opinião do velho.</p>
<p>Um outro amigo meu, não lembro quem, disse que considera impossível que o homem tenha alcançado tal feito naquela época:</p>
<p>- Não havia Macintoshes.</p>
<p>Enquanto conversávamos sobre a capacidade ou não de Steve Jobs plantar maçãs em nosso satélite natural, o <a href="http://swasthya.marcocarvalho.com">Marco</a> lembrou de um documentário recente em que um dos cientistas da missão, a certo momento, para efeito de demonstração segurava um tamagoshi.</p>
<p>Para quem não lembra, os tamagoshis eram brinquedos em que você precisava clicar certos botões para que ele se sentisse alimentado e acariciado, a fim de que não morresse de fome ou tristeza e, assim, continuasse a atormentar as aulas ginasiais com seus constantes bips.</p>
<p>O cientista segurava esse aparelhinho e dizia:</p>
<p>- O computador que usamos para pousar o módulo lunar tinha menos capacidade de processamento que este tamagoshi.</p>
<p>O Marco terminou de contar isso e <a href="http://juliarodrigues.com/">Júlia</a> concluiu:</p>
<p>- O problema ia ser se eles esquecessem de dar comidinha ou se ele ficasse triste no meio da viagem&#8230;</p>
<p>Contei este diálogo ao meu amigo <a href="http://www.zed.art.br/">Thiago</a>, com quem faço meu quebra-jejum diariamente, na <a href="http://www.panificadorapotedemel.com.br/">Panificadora Pote de Mel</a>, e ele encerrou a questão toda:</p>
<p>- Mas isso aconteceu. Na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apollo_13">Apolo 13</a>.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/cabecas-na-lua/">Cabeças na Lua</a></p>
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		<title>Um café com leite e um pão com manteiga, pode ser?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 10:21:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[- Um café com leite, por favor. E um pão com manteiga. O garçom deixa o cardápio sem ouvir e segue para atender outra mesa. Nem abro o menu. Afinal, já sei o que quero. É algo simples. Um café com leite e um pão com manteiga. Depois de alguns minutos, dilatados pela fome matutina, [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/um-cafe-com-leite-e-um-pao-com-manteiga-pode-ser/">Um café com leite e um pão com manteiga, pode ser?</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>- Um café com leite, por favor. E um pão com manteiga.</p>
<p>O garçom deixa o cardápio sem ouvir e segue para atender outra mesa. Nem abro o menu. Afinal, já sei o que quero. É algo simples. Um café com leite e um pão com manteiga.</p>
<p>Depois de alguns minutos, dilatados pela fome matutina, volta o garçom. Aquele ar de leve ansiedade que um garçom tem quando segura o bloquinho para anotar o pedido.</p>
<p>- Um café com leite por favor. E um pão com manteiga.</p>
<p>Ele olha por cima do caderno de anotações. Aquele ar de leve espanto que um garçom tem quando alguém pede algo absurdo.</p>
<p>- Senhor, creio não termos esses produtos.</p>
<p>Por um instante penso ter me enganado. Posso ter entrado em uma barbearia por engano.</p>
<p>Mas olho ao meu redor. E há máquinas de café, xícaras, pessoas tomando líquidos que parecem ser café. Há cheiro de café. E a plaqueta da fachada que, do lugar que eu ocupo, fica meio de fianco para meu ponto de vista, tem a palavra: café. Em letras cor de café.</p>
<p>Sim. Portanto, estou certamente em um lugar que serve café.</p>
<p>Procuro manter a calma para o caso de ter acessado alguma dimensão bizarra sem ter percebido. E repito:</p>
<p>- Desculpe, o frio faz a minha dicção ficar péssima. Eu estava justamente pedindo um café com leite e um pão com manteiga.</p>
<p>- Sim, senhor. Mas não temos esses produtos.</p>
<p>- Mas o que vocês servem aqui?</p>
<p>- Café. O senhor olhou nosso cardápio?</p>
<p>Agora está claro. Eu acessei alguma dimensão bizarra. Fiz bem em manter a calma.</p>
<p>Passo a usar aquele tom de quem está mantendo a calma. É uma voz melodiosa e modulada:</p>
<p>- Certo. Vou dar uma olhada no cardápio, nesse caso.</p>
<p>O garçom observa-me mais um pouco enquanto eu tomo da mesa o cardápio e o abro. Aquele ar de leve presunção que um garçom tem quando consegue mostrar que o cliente está errado e ele certo.</p>
<p>Mas, diferentemente do que ele deve pensar nesse instante, eu não estou convencido.</p>
<p>Inicio minhas investigações naquelas misteriosas páginas.</p>
<p>Que mostram ser mais misteriosas do que eu imaginava.</p>
<p>Na seção de cafés, que tem mais ou menos umas cinco folhas, leio diversos nomes, todos em italiano com uma descrição rápida dos ingredientes das bebidas, do tempo de contato do pó com a água e a temperatura em que isso acontece, entre outros detalhes importantíssimos para quem quer beber um mero café com leite às nove horas da manhã de um dia qualquer. Por algum motivo lúdico, decido contar quantas são as opções diferentes por ali, mas resolvo parar na número 43.</p>
<p>Chamo o garçom.</p>
<p>Ele se desloca até mim enquanto tira o bloquinho e a caneta do bolso. Aquele ar de leve ansiedade, já não tão leve, que tem um garçom quando está prestes a , pela segunda vez, tentar anotar um pedido.</p>
<p>Eu mostro para ele as cinco folhas de opções e pergunto:</p>
<p>- Qual destes aqui é mais parecido com um café com leite?</p>
<p>Ele faz uma expressão estranha. Não sei se está com o leve ar de ofendido que um garçom tem quando um cliente joga salada em seu uniforme ou com o leve ar confuso de quando pedem um prato que naquele dia não está muito bom.</p>
<p>- Creio que este aqui, senhor.</p>
<p>Ele me aponta um daqueles nomes em italiano. Tem uns cinco ingredientes e umas cinco temperaturas de preparo diferentes, sem falar nas pressões de extração da água e que, a julgar pelo detalhismo e pela precisão científica de toda a descrição, deve ser o que eles tomam nos escritórios da Nasa.</p>
<p>O preço, pelo menos, é de foguete.</p>
<p>- Você não pode simplesmente pegar o café daquela máquina e despejar um pouco de leite daquele bule? Não precisa nem adoçar. Eu tomo amargo.</p>
<p>Perguntar não ofende, afinal.</p>
<p>- Senhor, nossa barista não permitiria.</p>
<p>Mais tarde, em casa, procuro em um dicionário e descubro que barista é o sujeito especializado em preparar café.</p>
<p>- Entendo.</p>
<p>O silêncio de quem não entende.</p>
<p>- Nesse caso, me traz uma caneca grande desse.</p>
<p>- Não servimos esse café em canecas, senhor. Usamos xícaras para esse aí.</p>
<p>- Me traz uma grande então.</p>
<p>Minutos depois, vem a xícara grande, do tipo usada como banheira pelo Pequeno Polegar.</p>
<p>O garçom a deixa à minha frente sem notar minha decepção. Ele, com o leve ar de satisfação de um trabalho bem feito que os garçons têm nessa hora.</p>
<p>- Ei &#8211; eu digo.</p>
<p>Ele se vira. E eu peço:</p>
<p>- E o pão com manteiga? Pode ser?</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/um-cafe-com-leite-e-um-pao-com-manteiga-pode-ser/">Um café com leite e um pão com manteiga, pode ser?</a></p>
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