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	<title>Cracatoa Simplesmente Sumiu &#187; Arte</title>
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	<description>Crônicas, contos e outras coisas de Alessandro Martins</description>
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		<title>Desculpas públicas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 07:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero pedir desculpas públicas a minha professora de violão por eu, um dia, ter chegado à aula, há quase uns 20 anos, todo empolgado por ter tirado de ouvido Stairway to Heaven e ter tocado umas 5 ou 6 vezes para ela. Ninguém merece. Não encontrei, uma foto de um Stairway to Heaven, então achei [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/desculpas-publicas/">Desculpas públicas</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero pedir desculpas públicas a minha professora de violão por eu, um dia, ter chegado à aula, há quase uns 20 anos, todo empolgado por ter tirado de ouvido Stairway to Heaven e ter tocado umas 5 ou 6 vezes para ela.</p>
<p>Ninguém merece.</p>
<p>Não encontrei, uma foto de um Stairway to Heaven, então achei melhor colocar uma foto de um Sterilair to Heaven, que não é exata, porém curiosa para ilustrar uma nota de desculpas públicas como esta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1679 aligncenter" title="starilair" src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/starilair.jpg" alt="starilair" width="420" height="345" /></p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/desculpas-publicas/">Desculpas públicas</a></p>
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		<title>O pintor e a pipa bidê</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 19:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[pandorga]]></category>
		<category><![CDATA[papagaio]]></category>
		<category><![CDATA[pipa]]></category>
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		<description><![CDATA[Certa vez, o pintor que estava dando umas demãos de tinta na casa do meu avô já há alguns dias chegou com uma pipa bidê. Foi um dos presentes mais gratuitos e bonitos que já recebi na vida. Disse que, sempre que havia uma criança na casa onde ia pintar, ele fazia uma pipa bidê [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/o-pintor-e-a-pipa-bide/">O pintor e a pipa bidê</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="365" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/x4saxi&amp;related=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="365" src="http://www.dailymotion.com/swf/x4saxi&amp;related=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><strong><a href="http://www.dailymotion.com/video/x4saxi_o-cacador-de-pipas-bide_creation"><br />
</a></strong><em><a href="http://www.dailymotion.com/br/channel/creation"></a></em></div>
<p>Certa vez, o pintor que estava dando umas demãos de tinta na casa do meu avô já há alguns dias chegou com uma pipa bidê.</p>
<p>Foi um dos presentes mais gratuitos e bonitos que já recebi na vida.</p>
<p>Disse que, sempre que havia uma criança na casa onde ia pintar, ele fazia uma pipa bidê e dava de presente.</p>
<p>A pipa bidê é uma complicada de ser feita. Difícil também porque é feita com paina (e não taquara ou bambu), um material que eu não tinha disponível.</p>
<p>Ela sobe fácil e é quase impossível de ser caçada porque o fio fica quase na vertical. O dono de uma pipa caçadeira precisa se posicionar muito atrás do dono da bidê.</p>
<p>Não faço idéia de onde foi parar essa pipa, mas estou pensando seriamente em fazer uma e dar para uma criança.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/o-pintor-e-a-pipa-bide/">O pintor e a pipa bidê</a></p>
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		<title>Bem-vindo ao Clube da Luta</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 22:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[chuck palahniuk]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[escritor]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Imaginar que aquele pau que aparece nos últimos frames de O Clube da Luta foi uma mensagem subliminar é típico das platéias desatentas de hoje em dia. Ele foi deixado lá para ser aparente mesmo. A última piada do filme. Subliminares mesmo são as quatro ou cinco vezes em que Tyler Durden &#8211; vivido por [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/bem-vindo-ao-clube-da-luta/">Bem-vindo ao Clube da Luta</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Imaginar que aquele pau que aparece nos últimos frames de O Clube da Luta foi uma mensagem subliminar é típico das platéias desatentas de hoje em dia.</p>
<p>Ele foi deixado lá para ser aparente mesmo. A última piada do filme.</p>
<p>Subliminares mesmo são as quatro ou cinco vezes em que Tyler Durden &#8211; vivido por Brad Pitt &#8211; aparece. Em pelo menos uma delas, pelado.</p>
<p>Porém, como ninguém mais presta atenção a um filme até o final, alguém &#8211; do tipo que encontra pêlo em ovo &#8211; diz que há um pau subliminar no último segundo da fita e todo o mundo acredita que aquilo é subliminar.</p>
<p>Mas isso é o de menos.</p>
<p>Da próxima vez que você assistir a esse filme, preste menos atenção no que os personagens fazem e no que os personagens mostram e comece a ficar atento ao que eles dizem.</p>
<p>Não foram os atos de terrorismo dos macacos espaciais que me fizeram, ao final, sair do cinema um tanto atônito. Mas as palavras dos personagens.</p>
<p>A violência não estava nos socos, mas antes deles, no que os ocasionou. Nas promessas não cumpridas de Hollywood e da publicidade, por exemplo. Há pelo menos três cenas em que se fala desse tipo de frustração.</p>
<h3>Muito cedo eu percebi que não eu não seria Indiana Jones</h3>
<p>Você também não será.</p>
<p>E a busca de ser algo além continuará. Como se ser exatamente o que se é não bastasse.</p>
<p>Não adianta comprar milhares de gadgets.</p>
<p>Consumir não adianta, comer muito não adianta, trepar em excesso também não adiantará.</p>
<p>Nem manter a calma adianta.</p>
<p>Os socos trocados durante o filme são mero detalhe. Hoje em dia só muita porrada chama a atenção.</p>
<p>Eu sou o punho dolorido de Jack. Esse tipo de coisa.</p>
<p>Vide a chamada sociedade civil organizada, que só se organiza quando crimes muito, muito absurdos acontecem. Haja abaixo assinado, movimentos do tipo &#8220;Cansei&#8221;, #forasarney e afins.</p>
<p>Às vezes nem assim. Portanto, digamos que a narrativa promoveu o pugilato a uma espécie de gramática, um telégrafo violento. Menos de dez anos depois, porém, um tanto inócuo.</p>
<p>Estamos anestesiados já. O discurso permanece, no entanto.</p>
<p>Muito tempo depois, alguém me emprestou o livro em que se baseou o filme. Um livro de <a href="http://www.chuckpalahniuk.net/">Chuck Palahniuk</a>.</p>
<p>Sem querer cometer a bobagem de comparar um livro com um filme e dizer que este é melhor que aquele ou vice-versa, posso afirmar que o livro chega a ser mais divertido sob alguns aspectos. Nele, a idéia de violência como narrativa chega a se tornar graciosa.</p>
<h3>Auto-ajuda para cidadãos à beira de um ataque de nervos</h3>
<p>Não costumo ler muitas coisas recentes ou que estão na moda, mais por uma certa preguiça do que por preconceito. Mas confesso que, embora não sejam exatamente lançamentos, tenho buscado ler sistematicamente tudo o que saiu desse autor até o momento.</p>
<p>Seus livros trazem uma dose de alucinação e bizarrices que muito me divertem. Ao mesmo tempo são instigantes e bem humorados.</p>
<p>Seus personagens estão sempre prestes a tomar atitudes em relação às suas vidas idiotas de uma forma que dá vontade de sair correndo você mesmo para fazer algo.</p>
<p>É uma espécie de auto-ajuda para malucos.</p>
<p>Muito lúcido isso.</p>
<p>Além de Clube da Luta já li Cantiga de Ninar, O Sobrevivente, No Sufoco, Diário e Assombro.</p>
<p>Depois eu conto pra você o que achei deles.</p>
<p>Afinal, eu sou os dedos digitadores de Jack.</p>
<p>PS &#8211; Preste atenção. O nome do personagem de Edward Norton NÃO é Jack</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/bem-vindo-ao-clube-da-luta/">Bem-vindo ao Clube da Luta</a></p>
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		<title>Os círculos vermelhos em Curitiba: é o Sarampo Social</title>
		<link>http://www.cracatoa.com.br/os-circulos-vermelhos-em-curitiba-e-o-sarampo-social/</link>
		<comments>http://www.cracatoa.com.br/os-circulos-vermelhos-em-curitiba-e-o-sarampo-social/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 12:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[bienal]]></category>
		<category><![CDATA[círculos vermelhos]]></category>
		<category><![CDATA[curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[interlux]]></category>
		<category><![CDATA[lambs]]></category>
		<category><![CDATA[vento sul]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante algumas semanas indaguei-me &#8211; bem como outros moradores das regiões mais centrais de Curitiba &#8211; sobre o que seriam os tais círculos vermelhos que vinham sendo colados por muros, paredes e pavimentos da paisagem urbana. Veja fotos dos círculos vermelhos em Curitiba Veja um mapa com a localização dos círculos vermelhos em Curitiba (clicando [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/os-circulos-vermelhos-em-curitiba-e-o-sarampo-social/">Os círculos vermelhos em Curitiba: é o Sarampo Social</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1539 aligncenter" title="Círculo Vermelho em Curitiba" src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2009/08/itupava-colegio-p.JPG" alt="itupava-colegio-p" width="268" height="410" /></p>
<p>Durante algumas semanas indaguei-me &#8211; bem como outros moradores das regiões mais centrais de Curitiba &#8211; sobre o que seriam os tais círculos vermelhos que vinham sendo colados por muros, paredes e pavimentos da paisagem urbana.</p>
<ul>
<li><a href="http://culturaoposta.blogspot.com/2009/08/circulos-vermelhos-em-curitiba.html">Veja fotos dos círculos vermelhos em Curitiba</a></li>
<li><a href="http://www.google.com/maps/ms?hl=pt-BR&amp;ie=UTF8&amp;oe=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=117637095745619053352.00047144989601b8eeb74">Veja um mapa com a localização dos círculos vermelhos em Curitiba</a> (clicando nas marcas com alfinetes é possível ver mais fotos)</li>
</ul>
<p>Indaguei com meus botões, indaguei em meus blogs, indaguei no Twitter. Enfim, indaguei. E, finalmente obtive resposta. Que veio da <a href="http://twitter.com/natyfogaca">Naty Fogaça</a>, no Facebook.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-1540 aligncenter" title="pontosvermelhos" src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2009/08/pontosvermelhos.JPG" alt="pontosvermelhos" width="418" height="256" /></p>
<p>A <a href="http://www.bienalventosul.com.br">Bienal Vento Sul</a> está acontecendo em Curitiba até 11 de outubro:</p>
<blockquote><p>Com o título: Água Grande: os mapas alterados, a 5ª edição da Bienal VentoSul reúne obras de artistas de 29 países dos cinco continentes; De diferentes partes do planeta: norte e sul, centro e periferia, pólos frios e quentes, Primeiro e Terceiro Mundo.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Propõe-se, assim, um recorte na produção contemporânea internacional. Os artistas e obras selecionados seguirão diretrizes de questões levantadas sobre dois importantes temas da atualidade: a água e os mapas.</p></blockquote>
<p>O Interlux também é bastante conhecido no meio artístico da cidade. E também por qualquer um que ande nas ruas de Curitiba, mas mais pela trabalho que pelo nome. É impossível percorrer uma quadra sem que se veja pelo menos um lamb (aquelas folhas A4 de xerox ou gravura coladas nas paredes), um estêncil ou uma intervenção urbana do grupo. E, agora, por seus pontos.</p>
<p>No entanto dei uma busca no site da Bienal Vento Sul e não surge <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&amp;hs=pMG&amp;q=site%3Ahttp%3A%2F%2Fwww.bienalventosul.com.br+sarampo+social&amp;btnG=Pesquisar&amp;meta=">nenhum resultado para os termos &#8220;Sarampo Social&#8221;</a>. Aparentemente, a organização deveria ficar mais atenta a esse trabalho: de maneira um tanto incógnita e sem vir com um rótulo de <em>arte</em> (pronuncia-se <em>artchi</em>) é o que mais está provocando indagações na população, como uma doença viral da qual se vê os sintomas (os pontos) mas sobre as quais ainda não se sabe nem a causa e nem o prognóstico. Em um contexto de mídias sociais, gripe suína e outras questões da cidade, permite muitas leituras, mas não tenho a pretensão de fazê-las.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/os-circulos-vermelhos-em-curitiba-e-o-sarampo-social/">Os círculos vermelhos em Curitiba: é o Sarampo Social</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Participe da Bienal do Vazio montando e fotografando o seu próprio Vazio</title>
		<link>http://www.cracatoa.com.br/participe-da-bienal-do-vazio-montando-e-fotografando-o-seu-proprio-vazio/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 21:24:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[bienal]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[vazio]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada vez mais eu sou fã do Tom Lisboa. Agora ele me saiu com essa de montar e fotografar o seu próprio vazio para participar paralelamente da Bienal do Vazio. A idéia é que você também pode e deve participar: primeiro imprima o seu vazio depois de imprimir, monte depois de montado, fotografe a seguir, [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/participe-da-bienal-do-vazio-montando-e-fotografando-o-seu-proprio-vazio/">Participe da Bienal do Vazio montando e fotografando o seu próprio Vazio</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais eu sou fã do Tom Lisboa.</p>
<p>Agora ele me saiu com essa de <a href="http://www.sintomnizado.com.br/vaziosobreovazio.htm">montar e fotografar o seu próprio vazio para participar paralelamente da Bienal do Vazio</a>.</p>
<p>A idéia é que você também pode e deve participar:</p>
<ol>
<li><a href="http://www.sintomnizado.com.br/vaziocaixa.htm">primeiro imprima o seu vazio</a><a href="http://www.sintomnizado.com.br/vaziocaixa.htm"><br />
</a></li>
<li>depois de imprimir, monte</li>
<li>depois de montado, fotografe</li>
<li>a seguir, envie a fotografia para o Tom Lisboa (<a href="http://www.sintomnizado.com.br/vaziofotografias.htm">veja algumas</a>)</li>
</ol>
<p>Essas discussões sobre o vazio já estavam me deixando cheio.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/participe-da-bienal-do-vazio-montando-e-fotografando-o-seu-proprio-vazio/">Participe da Bienal do Vazio montando e fotografando o seu próprio Vazio</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bienal do Vazio: dicas para artistas plásticos</title>
		<link>http://www.cracatoa.com.br/bienal-do-vazio-dicas-para-artistas-plasticos/</link>
		<comments>http://www.cracatoa.com.br/bienal-do-vazio-dicas-para-artistas-plasticos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 19:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>

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		<description><![CDATA[(Este texto foi produzido em parceria com Paulo Polzonoff Jr. e publicado em 10 de setembro de 2001 no Jornal do Estado em homenagem ao Salão Paranaense, a todos os salões de arte do país e a todos os artistas conceituais desse mundão-de-deus. Considerando que esta Bienal de São Paulo será a Bienal do Vazio, [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/bienal-do-vazio-dicas-para-artistas-plasticos/">Bienal do Vazio: dicas para artistas plásticos</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Este texto foi produzido em parceria com <a href="http://polzonoff.com.br">Paulo Polzonoff Jr</a>. e publicado em 10 de setembro de 2001 no Jornal do Estado em homenagem ao Salão Paranaense, a todos os salões de arte do país e a todos os artistas conceituais desse mundão-de-deus.</em></p>
<p><em>Considerando que esta <strong><a href="http://tecnolarica.blogspot.com/2008/10/t-de-sacanagem.html">Bienal de São Paulo será a Bienal do Vazio</a></strong>, achei muito apropriado republicar.</em></p>
<p><em>Antes da parte interessante, há uma explicação sobre quando aconteceria o salão naquele ano, como fazer a inscrição e outras coisas inúteis. Vou portanto, diretamente à parte interessante)</em></p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Pensando nos artistas plásticos interessados no 58º Salão Paranaense, fazemos quatro sugestões de obras que podem ser enviadas à mostra, e avaliamos a chance que cada uma tem de ser premiada.</p>
<p><strong>1. La Vaca Criptonizada ou Vaca La Ceguita</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a title="flikr1484" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/77309394@N00/197304756/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/58/197304756_eb58be20f1.jpg" border="0" alt="flikr1484" width="420" height="315" /></a><br />
<small><a title="Attribution License" rel="nofollow" href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a rel="nofollow" href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="flikr" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/77309394@N00/197304756/" target="_blank">flikr</a></small></p>
<p>(Aqui há a foto da bunda de uma vaca, obviamente acompanhada do resto do bicho todo, colorida de verde graças aos milagres do photoshop)</p>
<p>Pop art, sem dúvida. Algo demodé, convenhamos, mas que tem sempre sua chance de ser considerada ultra-pós-moderna, mega-revolucionária, em salões que são montados entre araucárias, árvore típica do estado do Paraná.</p>
<p>A obra é aparentemente simples em sua composição, mas carrega em si tanta, mas tanta erudição, que aos especialistas deste jornal é complicado traduzir para o leitor a complitude da simplicidade de La Vaca Criptonizada. Depois de algumas tentativas, pelo menos dois deles entraram em coma irreversível. Somente com a proteção de óculos escuros especiais foi possível a análise da obra.</p>
<p>Se não, vejamos. O artista retomou a influente literatura hieróglifa dos quadrinhos para compor um mundo abstrato em que o verde toma conta do animal, sendo isso uma clara referência ao embate cosmopolita, liberal e globalizante entre xenófobos vegetarianos e anti-semitas carnívoros. Observe as manchas na região posterior do animal-obra. Temos um mapa-mundi estilizado em que aparecem parte da América do Norte e também a África. O que o artista quis dizer com isso? Os outros continentes estariam ocultos sob a cauda em uma região menos agraciada pelo sol?</p>
<p>Olhando para o espectador &#8211; sem que, no entanto, seja possível identificar a presença ou não de olhos &#8211; o bovino encara o mundo de uma forma direta, pondo em xeque a superioridade do Homo sapiens sapiens sobre os moluscos e outros seres obviamente mais inteligentes.</p>
<p>Por seu alto teor político, La Vaca Criptonizada é forte candidata ao salão. Sugerimos aos artistas variantes desta, como cavalos, camelos, elefantes, antas e avestruzes (que são bípedes, mas vivem aos pares). Carpas podem dar um &#8220;plus&#8221; à obra no sentido de que expressa uma orientalidade muito em voga ao tema.</p>
<p>O grande mérito de Vaca La Ceguita, porém é a pesquisa de materiais. Chegou-se a esse resultado depois de muito trabalho e de uma certa decepção, quando o artista descobriu que não encontraria uma vaca de verdade feita de poliéster.</p>
<p><strong>2. O Transportador de Capital Elevado à Décima Potência ao Léu de um Dia de Preguiça</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a title="All of our possessions in South America" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/82439748@N00/375751256/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/178/375751256_cc57325857.jpg" border="0" alt="All of our possessions in South America" /></a><br />
<small><a title="Attribution-ShareAlike License" rel="nofollow" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" target="_blank"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a rel="nofollow" href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="blmurch" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/82439748@N00/375751256/" target="_blank">blmurch</a></small></p>
<p>(Aqui há a foto de uma reles mochila deixada em um canto)</p>
<p>Também conhecida como A Mochila, esta obra já teve seus dias de glória. Seu idealizador, um precoce artista plástico que já foi estagiário de museus de arte contemporânea nos países da Oceania, compôs um intrincado jogo de quebra-cabeças que, em um só objeto, mistura política e uma ode ao ócio, inspirado em pesquisas exaustivas à Tribo de Jó, na Ilha de Nauru, no Pacífico Sul.</p>
<p>&#8220;Estava na praia, lendo Karl Marx, quando descobri a importância do capital. E também algo muito interessante chamado mais-valia. Resolvi juntar as duas coisas e colocar na minha mochila, junto com o livro, que não terminei de ler, e um sanduíche de atum que mais tarde me faria procurar a casinha diversas vezes. A mistura ficou muito pesada, por sinal. Depois, peguei o primeiro avião e, quando cheguei em casa, joguei a mochila com o livro no chão&#8221;, explica o artista. Este processo criativo levou o artista à perfeição, ou muito próximo dela. Polêmico, o artista pretende inscrever novamente O Transportador, só que com uma roupagem pós-moderna. &#8220;Talvez eu escreva um hai-cai&#8221;, revela. No meio da entrevista, supreendentemente, o artista plástico compõe o complemento de sua arte: &#8220;A mochila cochila/ enquanto a chinchila/ morde a axila&#8221;.</p>
<p>Ele garante que o animal não sofrerá maus-tratos.</p>
<p><strong>3. O Extintor do Futuro ou Antigo Xiste de Galeria de Arte Conceitual ou, ainda, Essa É Velha Pra X(ch)ux(ch)u<br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Montmartre" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/2969853454/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3067/2969853454_b6a268e146_m.jpg" border="0" alt="Montmartre" /></a><br />
<small><a title="Attribution License" rel="nofollow" href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/" target="_blank"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a rel="nofollow" href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="Daquella manera" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/62518311@N00/2969853454/" target="_blank">Daquella manera</a></small></p>
<p>(Aqui há a foto de um extintor de incêndio)</p>
<p>Presente em todos os grandes salões de arte do passado e do futuro, que tenham certificado do Corpo de Bombeiros, o Extintor do Futuro, numa referência clara ao filme O Exterminador do Futuro, de um artista plástico revolucionário e anônimo, tem grandes chances de ganhar mais um salão de artes plásticas.</p>
<p>Depois de estar presente em dezenas de mostras ao redor do mundo, muitas vezes simultaneamente, de ser exaustivamente plagiado, O Extintor do Futuro pode chegar como a grande barbada deste turfe artístico.</p>
<p>A obra, como as demais, é aparentemente simples, mas traz em si um complexo conceito de arte que mistura pop, classicismo e dióxido de carbono em doses homogêneas. É sapientíssima a concepção do artista segundo a qual um objeto cilíndrico, universalmente reconhecido em sua praticiade, seja adorado como algo etéreo e transcendente, que eleva a Humanidade ao status de espécie dominante do Universo.</p>
<p>No entanto, mesmo reconhecendo o potencial da obra, o fabricante recomenda que ela seja usada apenas na combustão de materiais elétricos ou líquidos inflamáveis.</p>
<p><strong>4. O Seu Amor Usado Apodreceu Meu Coração ou Salpicão Nojento ou, ainda, Sem Título Número 3</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a title="lixo!" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/12748325@N00/2678495166/" target="_blank"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3034/2678495166_0c4803425c_m.jpg" border="0" alt="lixo!" /></a><br />
<small><a title="Attribution-ShareAlike License" rel="nofollow" href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/" target="_blank"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/plugins/photo-dropper/images/cc.png" border="0" alt="Creative Commons License" width="16" height="16" align="absmiddle" /></a> <a rel="nofollow" href="http://www.photodropper.com/photos/" target="_blank">photo</a> credit: <a title="vcheregati" rel="nofollow" href="http://www.flickr.com/photos/12748325@N00/2678495166/" target="_blank">vcheregati</a></small></p>
<p>(Aqui há a foto de alguns sacos plásticos cheios de lixo)</p>
<p>Note que a superfície limpidamente sintética destes sacos de lixo escondem a podridão da sociedade de consumo. Trata-se de uma referência clara à passagem bíblica em que Cristo chama os fariseus de túmulos caiados. Também faz menção àquela famosa frase que explica o trabalho de alguns artistas que se dizem expressionistas e afirmam que suas obras representam o que sentem no momento da criação, por dentro.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/bienal-do-vazio-dicas-para-artistas-plasticos/">Bienal do Vazio: dicas para artistas plásticos</a></p>
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		<title>Pequeno guia de sobrevivência no teatro</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 10:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
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		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[sobrevivência]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrito a quatro mãos com Paulo Polzonoff Jr durante o Festival de Teatro de Curitiba de 2002 Inevitavelmente, haverá peças no Festival de Teatro de Curitiba que causarão desconforto tal no espectador que se faz necessário uma saída urgente do espetáculo, a fim de se manter um mínimo de sanidade mental. Para os mais conservadores, [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/pequeno-guia-de-sobrevivencia-no-teatro/">Pequeno guia de sobrevivência no teatro</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Escrito a quatro mãos com Paulo Polzonoff Jr durante o Festival de Teatro de Curitiba de 2002</em></p>
<p>Inevitavelmente, haverá peças no Festival de Teatro de Curitiba que causarão desconforto tal no espectador que se faz necessário uma saída urgente do espetáculo, a fim de se manter um mínimo de sanidade mental. Para os mais conservadores, por exemplo, nada pior do que as peças experimentais, com linguagem superfragmentada. Para os tímidos, então, nada pior do que os espetáculos em que os atores resolvem interagir com o público, muitas vezes (na maioria delas) expondo-os ao ridículo. Às vezes, no entanto, trata-se de uma peça bastante convencional, mas que simplesmente desagrada aos de gosto mais apurado, pessoas que não gostam de ver Shakespeare resumido a uma intriguinha familiar ou Woody Allen transformado em um pastelão. Pensando nestas pessoas, resolvemos propor soluções para os problemas mais comuns quando se vai ao teatro.</p>
<p><strong>Situação 1. Emergência: como fugir no meio da peça</strong></p>
<p><strong>PLANO A</strong>. Escolha um lugar perto do corredor. Sempre é melhor prevenir do que remediar. Se por acaso o teatro tiver lugares marcados — coisa bastante rara em Curitiba, infelizmente —, não hesite em escolher uma poltrona no corredor. Melhor ainda se for um discreto corredor lateral. Os amadores costumam escolher lugares no meio da platéia, o que constitui um erro fatal.</p>
<p><strong>PLANO B</strong>. Se tiver cometido o erro primário de estar no meio da platéia, evite o desconforto aos demais espectadores, que podem estar gostando ou fingindo estar. Por isso é necessário uma saída discreta, à francesa. Não pense o incauto leitor que essa é uma tarefa fácil. São necessárias algumas técnicas. A mais importante delas diz respeito ao silêncio. Pise leve, sorrateiro. Se o público for do tipo fanático-agressivo, experimente rastejar entre as pernas e as poltronas da frente, como um soldado em uma trincheira.</p>
<p><strong>PLANO C</strong>. É importante também escolher o momento certo para sair. Quando os atores estiverem de costas ou recebendo um improvável aplauso em cena aberta, este é o momento. Fuja. E, uma vez fora do teatro, lembre-se: foi só uma peça ruim; o teatro não é tão mau assim. Ainda há esperança.</p>
<p><strong>PLANO D</strong>. Em espaços alternativos, tudo é uma incógnita. Vai depender da sua experiência e instinto. Boa sorte.</p>
<p><strong>Situação 2. Da qualidade técnica do espetáculo</strong></p>
<p><strong>PLANO A</strong>. Antes de ir a qualquer peça de um grupo menos conhecido, é imprescindível que se descubra a qualidade dos técnicos envolvidos com ele. O iluminador por exemplo. O técnico é o segredo de tudo. Há peças que primam pela qualidade técnica do espetáculo e isso por si só é louvável. Nada melhor do que ver uma peça com boa sonoplastia e iluminação, sem temer o risco de morrer eletrocutado ou carbonizado.</p>
<p><strong>PLANO B</strong>. Se você não conhece o iluminador nem de nome, telefone para ele. Faça perguntas básicas como sobre o que é a peça, o primeiro nome do diretor e o de um dos atores. Se ele não souber nada disso, peça uma pizza, alugue um vídeo e figue em casa. Convidar o técnico para o programa é facultativo.</p>
<p><strong>PLANO C</strong>. Se ainda assim você quiser dar uma chance a ele, induza-o a falar a palavra “plástico”. Se ele disser “prástico”, desista mesmo. Leia os verbetes &#8220;eletrocutado&#8221; e &#8220;carbonizado&#8221; no dicionário para ficar mais decidido quanto a isso.</p>
<p><strong>PLANO D</strong>. Se quiser arriscar, leia com mais atenção a “Situação 1” e reze.</p>
<p><strong>Situação 3. Ah! As delícias gastronômicas</strong></p>
<p><strong>PLANO A</strong>. No meio da peça, sempre pode pintar aquela fominha. Evite levar coisas pesadas e espalhafatosas como frango assado, porco no rolete e carneiro no buraco. A fumaça do churrasco pode atrapalhar o andamento do espetáculo e atiçar as lombrigas dos outros espectadores.</p>
<p><strong>PLANO B</strong>. Prefira coisas menores, porém menos nutritivas como balinhas e chocolates e, a não ser que este seja o seu objetivo, cuidado, muito cuidado ao abrir embalagens plásticas, pois elas fazem um barulho gigantesco. Balas podem ser úteis se jogadas no palco. Conta-se de atores, famintos, que se engalfinharam certa vez por causa de um pirulito que por acaso caiu na boca de cena. Situações assim geram uma boa distração caso haja a necessidade de uma saudável fuga estratégica.</p>
<p><strong>PLANO C</strong>. De acordo com sua conveniência, escolha uma peça em um teatro próximo a diversos restaurantes.</p>
<p><strong>PLANO D</strong>. Se a peça se disser antropofágica, lembre-se: isso é uma metáfora referente ao Modernismo. Não morda a canela alheia.</p>
<p><strong>Situação 4. O fantasma da interatividade</strong></p>
<p>O grande problema do teatro hoje em dia sáo as peças interativas. Aquela em que o público é incitado a passar ridículo no meio dos amigos ou em frente à namorada, tudo em nome da arte. O problema é que as companhias de teatro sabem da rejeição que este tipo de espetáculo tem entre os espectadores e por isso não avisam de suas intenções com a antecedência prevista na Convenção de Genebra.</p>
<p><strong>PLANO A</strong>. Uma das técnicas amplamente usadas por espectadores experientes em enrascadas deste gênero é fingir-se de surdo-mudo. Sinais exagerados de incomprensão são ótimos para colocar o artista numa saia justíssima.</p>
<p><strong>PLANO B</strong>. Melhor ainda, contudo, é fingir um sono profundo, um ataque de narcolepsia, pois tem caráter crítico. Há casos relatados de gente que, além de conseguir não ser importunada pela trupe, ainda ganhou carona de graça para casa numa ambulância.</p>
<p><strong>PLANO C</strong>. Nestas peças convém, ainda, levar um guarda-chuva, para se proteger de água ou de outros detritos que por acaso resolvam jogar em você.</p>
<p><strong>PLANO D</strong>. Atenção: este é apenas para profissionais da platéia. Na pior das hipóteses (mas, atenção!, essa alternatva só deve ser usada em casos extremos), convém fazer exatamente tudo o que o artista lhe pedir. Pule num pé só, plante bananeira, beije a mulher barbada, cuspa fogo ou faça malabarismos. A trupe vai ficar surpresa com tamanha desenvoltura e certamente se sentirá constrangida. É o feitiço se voltando contra o feiticeiro. Não perca a chance, roube a cena e, se possível, entre na justiça pedindo a sua parte do cachê.</p>
<p><strong>Situação 5. Se você se sentir enganado</strong></p>
<p><strong>PLANO A</strong>. Aplauda sozinho em cena aberta. Esta é uma tentativa desesperada. Supunhamos que você não tenha se sentado no corredor e que a peça seja assim algo desesperador. Daquelas em que um ator começa a desfiar um sem número de lugares-comuns sobre, digamos, a importância do capitalismo na construção da sociedade brasileira, assunto de igual interesse ou palavras sem nexo e coisas do gênero. E você, hein?, que pensou que se tratava de uma comédia. Não tenha dúvidas: quando chegar o momento fique de pé. Primeiro, em silêncio, por uns dez segundos. O suficiente para se fazer notado. Depois, comece a aplaudir. Pausadamente. Plaft. Plaft. Plaft. Três vezes é mais do que suficiente. E então, saia, como se tudo fizesse parte do espetáculo.</p>
<p><strong>PLANO B</strong>. Tente incitar a platéia a pedir o dinheiro de volta. Pessoas revoltadas, mesmo quando tímidas, tendem a assimilar esse tipo de discurso.</p>
<p><strong>PLANO C</strong>. Respire fundo e finja que tudo não passa de um pesadelo. Uma hora você acorda.</p>
<p><strong>PLANO D</strong>. Tire um cochilo.</p>
<p><strong>Observação</strong>: não atire o seu sapato tentando acertar os atores. Você terá que voltar descalço para casa.</p>
<p><strong>Situação 6. Primeiro encontro</strong></p>
<p><strong>PLANO ÚNICO</strong>. Nunca, jamais faça isso. Não existe erro mais primário do que levar uma pessoa que se está querendo conquistar para uma peça que é uma incógnita. Isso porque, se é verdade que é a primeira impressão a que fica, inevitavelmente a pessoa vai confundi-lo emocionalmente com o espetáculo em questão. Nesse caso de erro primário, só analisaremos as conseqüências.</p>
<p><strong>CONSEQÜÊNCIA 1</strong>. Se a peça for muito experimental, por exemplo, certamente o acompanhante o achará meio chato.</p>
<p><strong>CONSEQÜÊNCIA 2</strong>. Pior mesmo é se a peça tiver algum nu frontal ou insinuação de sexo. Seu ou sua pretendente vai achar você por demais atiradinho. Para bem ou para mal.</p>
<p><strong>CONCLUSÃO</strong>. Peças desconhecidas, apenas sozinho ou acompanhado de alguém com quem se mantenha uma sólida relação, que permita este tipo de gafe sem muito constrangimento. Recomendável, no entanto, se se quiser manter a pessoa afastada.</p>
<p><strong>Situação 7. Ataques surpresa</strong></p>
<p><strong>PLANO A</strong>. Apresentações no lobby do teatro, antes da peça, são um mal sinal.Você está ali na fila para entrar no teatro. Alegre e contente. Eis então que aparece um clown. Sim, um clown. Ele vem fazendo malabarismos e recitando Fernando Pessoa. Não o que o poeta tem de melhor e sim os versos mais conhecidos: tudo vale se a alma não é pequena. Fuja ou leve-o para o semáforo mais próximo para que se sinta em casa e se acalme! Outros esquetes possíveis na fila são os interativos. O ator chega e o puxa pelo braço como uma cigana que quer ler sua mão.</p>
<p><strong>PLANO B</strong>. O lado bom destas apresentações que antecedem a peça propriamente dita é que elas funcionam como um alerta. Para quem souber compreender os sinais. Por isso, adie ao máximo a compra do ingresso.</p>
<p><strong>PLANO C</strong>. Se sentir-se agredido, não tenha dúvida. Revide com um golpe de judô. Na delegacia alegue legítima defesa.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/pequeno-guia-de-sobrevivencia-no-teatro/">Pequeno guia de sobrevivência no teatro</a></p>
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		<title>John Willie (1902-1962)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 23:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Espartilho]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

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		<description><![CDATA[John Willie. John Willie (1902-1962)<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/john-willie-1902-1962/">John Willie (1902-1962)</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2007/08/11057770.jpg" alt="John Willie" title="John Willie" class="center" border="0" height="500" width="380" /></p>
<p><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2007/08/11057772.jpg" alt="john willie" title="john willie" class="center" border="0" height="438" width="380" /></p>
<p align="center"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Willie">John Willie</a>.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/john-willie-1902-1962/">John Willie (1902-1962)</a></p>
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		<title>Sobre Gabriel d&#8217;Annunzio, retirado da biografia de Isadora Duncan</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jul 2007 23:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis o que escreve a bailarina estadunidense Isadora Duncan sobre o poeta Gabriel d&#8217;Annunzio no prefácio de sua auto-biografia, Minha Vida: Talvez Gabriel d&#8217;Annunzio seja o amante mais extraordinário do nosso tempo. Todavia, é um homem franzino e calvo e, a não ser quando o seu rosto se ilumina, difícil seria encontrar-lhe atributos de beleza. [...]<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/sobre-gabriel-dannunzio-retirado-da-biografia-de-isadora-duncan/">Sobre Gabriel d&#8217;Annunzio, retirado da biografia de Isadora Duncan</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis o que escreve a bailarina estadunidense Isadora Duncan sobre o poeta <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriele_d'Annunzio">Gabriel d&#8217;Annunzio</a> no prefácio de sua auto-biografia, Minha Vida:</p>
<blockquote><p>Talvez Gabriel d&#8217;Annunzio seja o amante mais extraordinário do nosso tempo. Todavia, é um homem franzino e calvo e, a não ser quando o seu rosto se ilumina, difícil seria encontrar-lhe atributos de beleza. Mas quando ele fala a uma mulher que despertou o seu amor, transfigura-se de tal modo que chega a lembrar o próprio Febo-Apolo, e não foi por outro motivo que pôde conquistar as mais belas e mais célebres mulheres de seu tempo. Quando d&#8217;Annunzio ama  uma mulher, a sua alma abandona a terra e vai pairar nas regiões etéreas onde fulgura Beatriz. Por sua vez, ele faz com que cada uma das suas preferidas participe da essência divina e eleva-as tão alto que elas acabam por se acreditar verdadeiramente no mesmo plano de Beatriz que o Dante cantou em estrofes imortais. Durante certa época, em Paris, o culto de d&#8217;Annunzio atingiu a uma tal grandeza que não havia mulher célebre que não se sentisse apaixonada por ele. Por esse tempo, ele lançava sobre cada uma das suas eleitas um véu miraculoso. Então, cada uma delas se elevava acima das outras mortais e caminhava cercada de um halo resplandecente. Mas quando findava o capricho do poeta, e esta era abandonada por aquela, o véu maravilhoso desaparecia, a auréola se eclipsava e a mulher tornava à argila de que era feita. Se ela não se dava conta do que lhe acontecera, tinha, contudo, consciência de que se precipitara das alturas e, olhando para trás, ao tempo em que se transformara graças à adoração de d&#8217;Annunzio, se apercebia que nunca mais em sua vida depararia outra vez o gênio do Amor. Lamentando então a sorte que lhe coubera, de dia para dia mais se desolava, até que quem a via se perguntava: &#8220;Como foi possível que d&#8217;Annunzio amasse uma mulher assim tão comum e com uns olhos tão congestionados?&#8221; É que d&#8217;Annunzio era um amante de tal ordem que podia transformar a mortal mais vulgar e dar-lhe a aparência de um ser verdadeiramente celestial.</p>
<p>Na vida do poeta, só houve uma mulher que resistiu a essa prova. Ela era a reencarnação da divina Beatriz, e sobre ela d&#8217;Annunzio não precisou lançar qualquer véu, pois eu sempre acreditei que Eleonora Duse era efetivamente a Beatriz do Dante, rediviva nos nossos dias. Diante dela, d&#8217;Annunzio não pôde fazer outra cousa senão cair de joelhos, em plena adoração, e foi esta a única e beatífica experiência de sua vida. em todas as outras mulheres ele nunca achava mais do que aquilo que lhes havia dado; só Eleonora Duse se elevou acima dele, revelando-lhe a inspiração divina.</p></blockquote>
<p>Vamos tentar ignorar o fato de esse poeta é um dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriele_d'Annunzio">precursores do fascismo</a>. Se alguém acerta no amor,  tem o direito de eventualmente cometer erros políticos.</p>
<p>Não bastasse tudo isso, em 9 de agosto de 1918, como comandante do esquadrão de caça La Serenissima, ele organizou um dos grandes feitos da Primeira Grande Guerra, liderando 9 aviões em um vôo de 700 milhas para lançar panfletos de propaganda sobre Viena além de outras aventuras dignas de um filme.</p>
<p>Como piloto de caça, chegou a perder um olho em um acidente.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/sobre-gabriel-dannunzio-retirado-da-biografia-de-isadora-duncan/">Sobre Gabriel d&#8217;Annunzio, retirado da biografia de Isadora Duncan</a></p>
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		<title>Embryo, de Dominic Vincent, com Bianca Beauchamp</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jul 2007 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[O vídeo em alta resolução pode ser obtido grátis no site do diretor Dominic Vincent. O curta traz a modelo Bianca Beauchamp. Mas detalhes também podem ser obtidos no MySpace dos responsáveis. (more) O filme foi feito para promover as roupas da Polymorphe, uma marca especializada em látex. Embryo, de Dominic Vincent, com Bianca Beauchamp<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/embryo-de-dominic-vincent-com-bianca-beauchamp/">Embryo, de Dominic Vincent, com Bianca Beauchamp</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qCfB-_GEKp0&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/qCfB-_GEKp0&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><span style="display: inline" id="vidDescRemain">O vídeo em alta resolução pode ser obtido grátis no site do diretor <a href="http://dominicvincent.ca/">Dominic Vincent</a>. O curta traz a modelo <a href="http://www.biancabeauchamp.com/">Bianca Beauchamp</a>. Mas detalhes também podem ser obtidos no <a href="http://www.myspace.com/vincent_brothers">MySpace dos responsáveis</a>. </span>	<span style="display: none" id="vidDescMore" class="smallText"> (<a href="http://youtube.com/watch?v=qCfB-_GEKp0#" onclick="showInline('vidDescRemain'); hideInline('vidDescMore'); hideInline('vidDescBegin'); showInline('vidDescLess'); return false;" class="eLink" rel="nofollow">more</a>)</span> O filme foi feito para promover as <a href="http://www.polymorphe.com/">roupas da Polymorphe</a>, uma marca especializada em látex.<span style="display: inline" id="vidDescLess" class="smallText"></span></p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/embryo-de-dominic-vincent-com-bianca-beauchamp/">Embryo, de Dominic Vincent, com Bianca Beauchamp</a></p>
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		<title>Tokyo Undressed, por Rikki Kasso</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 18:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[As imagens quase casuais &#8211; casuais na execução &#8211; do artista plástico Rikki Kasso, no blog Tokyo Undressed, me dão uma certa nostalgia geográfica de que eu estaria perdendo algo interessante que neste exato instante está acontecendo do outro lado do mundo. Apenas para maiores. Tokyo Undressed, por Rikki Kasso<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/tokyo-undressed-por-rikki-kasso/">Tokyo Undressed, por Rikki Kasso</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tokyoundressed.blogspot.com"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2007/06/Tokyo_Undressed.jpg" alt="Tokyo Undressed, por Rikki Kasso - Garota de quatro no sofá com roupa e cabelos coloridos" title="Tokyo Undressed, por Rikki Kasso - Garota de quatro no sofá com roupa e cabelos coloridos" class="center" border="0" height="347" width="486" /></a></p>
<p><a href="http://tokyoundressed.blogspot.com"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2007/06/Tokyo_Undressed__por_Nikki_Kasso___Garota_na_cama.jpg" alt="Tokyo_Undressed__por_Rikki_Kasso___Garota_na_cama.jpg" title="Tokyo_Undressed__por_Rikki_Kasso___Garota_na_cama.jpg" class="center" border="0" height="326" width="486" /></a></p>
<p>As imagens quase casuais &#8211; casuais na execução &#8211; do artista plástico Rikki Kasso, no blog <a href="http://tokyoundressed.blogspot.com/index.html">Tokyo Undressed</a>, me dão uma certa nostalgia geográfica de que eu estaria perdendo algo interessante que neste exato instante está acontecendo do outro lado do mundo. <strong>Apenas para maiores</strong>.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/tokyo-undressed-por-rikki-kasso/">Tokyo Undressed, por Rikki Kasso</a></p>
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		<title>Ed Mironiuk</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 14:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustração]]></category>

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		<description><![CDATA[Ed Mironiuk. Ele também tem um blog. Ed Mironiuk<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/ed-mironiuk/">Ed Mironiuk</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.edmironiuk.com"><img src="http://www.cracatoa.com.br/wp-content/uploads/2007/06/ponygirls.jpg" class="center" alt="Ponygirls" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://www.edmironiuk.com">Ed Mironiuk</a>. Ele também tem um <a href="http://edmironiuk.livejournal.com/">blog</a>.</p>
<p><br/><br/><a href="http://www.cracatoa.com.br/ed-mironiuk/">Ed Mironiuk</a></p>
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