Ter a carteira de habilitação suspensa só está me fazendo bem. Sem dirigir meu ânimo ficou ainda melhor. Gosto de andar. Hoje fui à casa de minha mãe, um trajeto de uns 10 quilômetros de bicicleta e pude apreciar mais a paisagem e sentir-me mais em contato com as pessoas que estavam no caminho. Conversei com mais gente, vi mais coisas e encontrei diversas fotografias boas para fazer.

Ao mesmo tempo percebi mais claramente como o trânsito transtorna os motoristas. Em quase todas as esquinas havia alguém buzinando sobressaltadamente para alguém. Freadas bruscas aqui e ali. Aceleradas ameaçadoras acolá. Quando não xingamentos. Filas de veículos parados. Motores capazes de arrastar toneladas carregando apenas um terráqueo.

O tempo do trajeto aumentou em apenas 20 minutos na ida e 20 minutos na volta. Como gosto de exercícios, sinto que economizo assim o tempo e o dinheiro que gastaria em uma academia. E evitando o trânsito, em vez de me sentir esgotado pela experiência do deslocamento, senti-me renovado. Cada vez mais seriamente penso em adotar a bicicleta de uma forma mais definitiva como meio de transporte. Exceção dos dias de chuva.

Esses dias andei na chuva e mesmo com guarda-chuva meus pés molharam e os sapatos ficaram inundados. Sem problema: penso em comprar galochas para essas ocasiões. Lembro de quando era criança e pisava com gosto nas poças usando as minhas “sete-léguas”, sabendo que meus pés continuariam sequinhos.

Porém, espero que a chuva tenha dado uma boa trégua para que eu possa continuar minhas excursões ciclísticas por meus habituais trajetos.

Leia também:

  • Eu: motorista infrator hamletiano
  • Primeiro lição da reciclagem no Detran: assumir infrações já é socialmente aceito
  • Cracatoa destaca de 3.2.2009 a 18.2.2009
  • Cracatoa destaca de 18.2.2009 a 27.2.2009
  • Penso em você, Miss Runaway Everyday
  • Ficar sem bolso
  • Os círculos vermelhos em Curitiba: é o Sarampo Social
  • Bonitão, agora sem piercing
  • Hoje, mandei esta mensagem para a escola onde estudei do jardim à quarta-série*
  • Como quando se vê duas pessoas