O avô de um amigo meu até hoje duvida que o homem tenha chegado à Lua.

Na noite de 1969, enquanto todos assistiam ao evento nas tevês, ele colocou a cabeça para fora da janela, olhou para o céu, voltou-se para a lua e disse:

- Não estou vendo ninguém lá em cima.

Em minha opinião, o testemunho ocular tem muito mais valor que o testemunho mediado pela câmera e tenho a tendência a acompanhar a opinião do velho.

Um outro amigo meu, não lembro quem, disse que considera impossível que o homem tenha alcançado tal feito naquela época:

- Não havia Macintoshes.

Enquanto conversávamos sobre a capacidade ou não de Steve Jobs plantar maçãs em nosso satélite natural, o Marco lembrou de um documentário recente em que um dos cientistas da missão, a certo momento, para efeito de demonstração segurava um tamagoshi.

Para quem não lembra, os tamagoshis eram brinquedos em que você precisava clicar certos botões para que ele se sentisse alimentado e acariciado, a fim de que não morresse de fome ou tristeza e, assim, continuasse a atormentar as aulas ginasiais com seus constantes bips.

O cientista segurava esse aparelhinho e dizia:

- O computador que usamos para pousar o módulo lunar tinha menos capacidade de processamento que este tamagoshi.

O Marco terminou de contar isso e Júlia concluiu:

- O problema ia ser se eles esquecessem de dar comidinha ou se ele ficasse triste no meio da viagem…

Contei este diálogo ao meu amigo Thiago, com quem faço meu quebra-jejum diariamente, na Panificadora Pote de Mel, e ele encerrou a questão toda:

- Mas isso aconteceu. Na Apolo 13.

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