Crônicas, contos e outras coisas de Alessandro Martins
15 out 2008
O amor não se parece tanto com o cofre de um banco onde jogamos as economias dos pequenos gestos lastreadas às esperançosas expectativas de retorno de juros.
Às vezes, quando olho de algum mirante, o amor assemelha-se mais ao ato de lançar pequenas pedras, grãos de areia, no Grand Canyon (só para ficarmos nas referências internacionais).
Os pedregulhos não voltam (quanto menos com juros) nem viram ouro.
Perca a esperança de resgatá-los.
Amor, de verdade, não garante aposentadoria.
É, por definição, recurso a fundo perdido.
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