Todas as marcas de produtos ambicionam tornar-se sinônimo do produto genérico.

Gillette, por exemplo, tornou-se sinônimo de lâmina de barbear, que muitos desde então nomeiam gilete. Nem a Coca-cola conseguiu fazer isso em relação aos refrigerantes.

Não recordo se existe algum caso inverso no comércio: uma empresa que tenta registrar o nome do produto genérico. O mais próximo que se chega disso é a marca Maizena em relação à maisena ou amido de milho.

No entanto, ao ler esse artigo sobre Como Escrever Deus em Sânscrito, concluí que o deus judaico-cristão (Jeová, Javé, Yahweh) foi o único que teve as manhas de se apropriar de nome genérico: Deus, com inicial maiúscula e tudo.

É como se a Gillette tivesse mudado seu nome para Lâmina de Barbear.

É quase uma violência contra quem prefere outras marcas ou prefere nenhuma. É como dizer que as outras lâminas não são exatamente lâminas, que cortam menos ou que não se barbear, afinal, é uma infâmia.

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