Eu pensei em escrever uma breve explicação sob cada uma das imagens, mas entendo que a única forma de realmente entender o sentido íntimo que essas fotografias fazem seria sendo eu.

Entretanto, também sei que ao ler ou ver criamos um outro sentido que não o mesmo pensado pelo autor dos textos e das imagens. Assim, o leitor é convidado a construir, com essas cinco insuficientes peças de quebra-cabeça o seu próprio Porto. As imagens, no entanto, não estão numa ordem narrativa e não estão em absoluto ligadas entre si através de uma sequência necessária.

Você também verá que não se trata das paisagens e pontos turísticos mais conhecidos dessa linda cidade. De fato fiz várias fotos desse gênero (1, 2, 3 e 4), mas gosto da ideia de mostrar o que nem sempre se vê e o que, mesmo sendo visto, não pode ser enxergado. Se, como dizia aquele livro, o essencial é invisível aos olhos, o que é quase invisível pode ser um caminho para essa essencialidade.

(esta pode ser melhor visualizada aqui)

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