Crônicas e contos de Alessandro Martins
26 Sep 2007
Fantasma - Toca horror, filho, que eles secaram minha quirera.
Hamlet - Ih, pai! Acho que o senhor tá morto. Diacho, que fede mais que a Dinamarca inteira.
Fantasma - De fato. Vingue-me.
Hamlet - Xi, pirei! Não, não pirei! Pirei ou não pirei? Eis a questão.
Tio de Hamlet - Pirou sobrinho? O que estás a ler?
Hamlet - Umas paradas aí, umas paradas aí, umas paradas aí.
Tio de Hamlet - Olha, vamos mandá-lo para um passeio onde serás decapitado.
Hamlet - Manda aqueles dois. No fim das contas enganarei a todos de qualquer forma. Poupemos o trabalho, portanto.
Tio de Hamlet - Tens razão… tua mãe é uma gostosa mesmo, hein?
Hamlet - De fato. Vou ter com ela.
(No quarto)
Mãe de Hamlet - Oh!
Hamlet - Vem cá, que és uma gostosa! Ei o que é isso atrás desta tapeçaria?! Toma lá! (golpeando) Ei, parece-me que matei um sujeito. Seria o Rei Ricardo?
(Nisso, Ofélia atravessa o quarto, pula pela janela e morre afogada no riacho lá embaixo)
Hamlet - Quem é esse que passou? (tirando um crânio do bolso) Parecia Yoric, o bobo da corte, conheci-o muito bem…
Tio de Hamlet - O filho do morto, irmão da morta, quer vingança. Toma esta espada.
Hamlet - (Sacando uma serra elétrica) Que nada, vou decepar todo mundo. Inclusive você, tio! Pensa que eu não vi como ficaste chocado no capítulo de ontem quando descobriram quem matou Odete Roitmann?
Mãe de Hamlet - Nem precisa matar ninguém, estamos todos envenenados. A maionese estava contaminada com salmonela.
Tio do Hamlet - Bem notei que defecavas em excesso milady….
Hamlet - Há algo de podre no reino da Dinamarca.
(Morrem todos. Chega Fortimbrás montado em um cavalo de pau para conquistar a Dinamarca. Cobre o rosto com um lenço)
Fortimbrás - Parece que perdi toda a ação…
Horácio - (Único a não comer a maionese, por não gostar de batatas. Também com um lenço a proteger o rosto) E o resto é silêncio.
(Cai o pano ao som de um pum, daqueles fininhos e longos).
12 comentários para "Um resumo (bem livre) de Hamlet"
Hahahahahahaha!
Alê, você está numa fase humorística simplesmente divina!
Muito bom!
Resumo aprovado!
bravo!bravo!o autor!o autor
horrivel mas interessante!!!!!!!!!!!!
O MEU FAVORITO !
Eu achei horrivel esse resumo… o q a minha professora particular me passo esta bem melhor:
Para Hamlet a existência tornara-se insuportável desde que o espectro do seu pai recentemente morto apareceu-lhe numa noite assombrada no alto da torre do castelo. O fantasma, tétrico, reclamava desforra. Contou ao filho que um crime ignominioso o vitimara. Seu próprio irmão, o rei Cláudio, o matara. Atordoou-se o príncipe. Seu lar abrigava a traição e a maldade! A serpente acoitara-se na sua própria família. O mundo era injusto. O assassino, seu tio, não só usurpara o trono como arrastara sua mãe, a rainha Gertrudes, para um casamento feito às pressas, onde, suprema ignomia, serviram-se ;-os manjares; que, um pouco antes, ainda mal esfriados, tinham sido oferecidos -;na refeição fúnebre. Algo deveria ser feito. Faltava porém a Hamlet o talento para a ação. O máximo que conseguiu de imediato, além de aferrar-se ao luto e ao mau humor, foi entregar-se especulativamente à vingança.
Macaila,
o da sua professora é o mais correto. Mas o meu não tem a intenção de reproduzir com fidelidade a história e as intenções shakesperarianas. Tenho a impressão de que isso ficou claro em algum momento do texto… rs.
Abraços!
Haha! mto bom! adoreii
Carol,
que bom. Fico muito feliz por isso. Seja sempre bem-vinda… Beijos do Ale.
Ri horrores do seu resumo. HUAHUAHUAHUA!
É bom saber que ainda resta senso de humor por aí quando a gente está atolada (e chateadérrima) em um trabalho bobo de pós-graduação.
Obrigada! =D
Leila,
e você acredita que tem gente que lava isto aqui a sério? rsrsrs
Beijos do Ale.
Simplesmente fenomenal!
Acho q se deveria mais fazer humores, e amores, como esse, ao invés de se preocupar tanto com trabalho e dinheiro.
Afinal, não se levará nada daki.
Abraço
Gilberto,
também acho que daqui nada se leva. Mas, enquanto eu não saio dessa sem nada levar, tenho que levar algum… afinal, a gente tem que viver.
Abraços do Alessandro.
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