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Festival.
Por Daniela Lima.
Não consigo suportar o peso da minha própria existência; não tenho mais ânimo pra resistir e me levantar – não tenho por quê. De joelhos, meu bem, vê? Estou aqui, na terceira fila, ao lado do senhor comendo pipoca. Se eu soubesse falar, berraria o seu nome e faria o cinema inteiro ouvir o meu coração explodir.
Nessa chuva – nesse desamor –, a sensação térmica é bem inferior à temperatura; saio do cinema com pressa, segurando as palavras e as lágrimas. Digo o endereço em voz baixa; o taxista não me escuta. Repito. Falo baixo com a esperança de que as pessoas não percebam o meu lamento constante.
Ainda não sei explicar o que senti ao vê-lo de mãos dadas com ela... Um delírio. Por um lado, achei bonito: ele sorria de um jeito que nunca vi antes – estava pleno. Dessa vez, decidi: vou embora. Nunca nos prometemos fidelidade, mas estou farta de dividir a sua atenção e – pior – o seu amor.
Sou uma mulher privilegiada. Uma mulher capaz de sentir um amor que muitos jamais irão sequer entender. Um amor que mudou os meus paradigmas; contudo, um amor que bate num peito pequeno, capaz de amar – e desejar – apenas uma pessoa. Não cabe mais ninguém aqui. Ó, que pequeneza a minha, tão diferente dele – “um homem encharcado de amor”, capaz de abraçar o mundo com apenas uma das mãos. Talvez ninguém consiga entender a sua enorme capacidade de amar – a virtude vinda do defeito. A minha limitação só me permite ter sonhos pequenos, sonhos de SINGULARIDADE.
Coloco a última peça de roupa na mala e: fim do filme; me perco na multidão. De repente, começo a te enxergar em cada homem, mulher ou criança que esbarra em mim; aquele tem o seu olhar, este tem qualquer coisa no jeito de andar... Costuro os detalhes e: você. E: nós, duas crianças, dois livros, duas músicas; um.
12 de abril de 2007
Esse peito, na verdade, é infinito - mesmo quando apenas de uma pessoa.
Você ama bonito, Dani. Seus textos são tão verdadeiros que chegam a machucar. Mas eu gosto, e cada vez mais.
Te amo.
Por: Clara | outubro 25, 2006 09:34 PM
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Por: fabio. | outubro 25, 2006 11:41 PM
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Esse eu já conhecia. Conhecia e sentia, inteiro.
Como eu te conheço e sinto; inteira.
Por: Mel Audi. | outubro 26, 2006 12:10 AM
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(Definitely) Good Writing is Sexy...
;)
Por: valdir aka /postit | outubro 26, 2006 02:15 AM
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que lindo!
adorei o soundtrack tb!
Por: felipe astolfi | outubro 26, 2006 02:25 AM
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Por: Alessandro Martins | outubro 26, 2006 07:33 AM
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Eu odeio-o amando.
E você eu adoro amando, Dani.
Dani sempre como uma Deusa!
(orgulho, minha gente)
Por: Rebecca Loise | outubro 26, 2006 11:19 PM
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carregar palavras de significado e montar um texto em que cada termo, cada ponto e acento é necessário é para poucos, honey.
e não é porque eu sou sensível que me embriaguei do texto, é por ele estar BOM.
Por: Anne A. | outubro 27, 2006 10:32 AM
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Pois é, no masculino é minha história...
Abraços.
PS: Ótimo, profundo...
Por: Ricardo | novembro 2, 2006 10:32 PM
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Cheguei aqui por acaso e fui fisgado pela primeira frase... gostei bastante.. e vou ler seus outros textos... adorei o site...
e acho q me identifico pq também escrevo... veja se puder, não tenho muito tempo pra me dedicar... mas adoro...
www.acatalepsia.blogspot.com
Por: Thiago | novembro 5, 2006 11:27 PM
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