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Alessandro Martins é um dos habitantes dessa ilha. Jornalista, escritor e criatura dotada de um senso estético sexual um tanto singular que alguns, mesmo amigos, preferem chamar de perversão mesmo. É favor não confundi-lo com um tarado ou coisa assim. Apenas seus gostos e práticas extrapolam um pouco o comum. Cracatoa Simplesmente Sumiu surgiu em sua cabeça como a
manchete que ele escreveria caso trabalhasse em um jornal na época em que a ilha explodiu. A frase, sonora, tornou-se o nome de seu primeiro e único blog. Como o formato blog não o incentivava a escrever disciplinadamente, o convite de Paulo Polzonoff Jr., amigo e irmão, para ser colunista do site www.polzonoff.com.br foi oportuno. Em pouco tempo, um certo erotismo, ainda que exótico, até mesmo torto, de alguns de seus textos fez surgir a idéia de acrescentar imagens às suas atualizações que a essa altura aconteciam três vezes por semana. De início, pensou em algo nos moldes do site www.suicidegirls.com , dedicado a um voyeurismos diferenciado, com garotas tatuadas e cheias de piercings. Mas não fazia idéia ainda de onde surgiria a originalidade e a qualidade das imagens. É aí que, nessa história o inesperado acontece e muda todas as intenções de Alessandro, pois aparece...
... Alicia Ayala, que demonstra ter uma forte intuição para o uso das lentes. Com sua Canon já no climatério ela produz belíssimas imagens em preto e branco e domina como ninguém o uso criativo da profundidade de campo. Prefere a luz difusa e natural e dispensa o flash: mesmo em ambientes com pouca luz, iluminados com improvisados abajures, cria climas e dirige os modelos de
maneira a parecer que nem está presente no local dos ensaios. Foi ela quem incentivou Alessandro Martins comprar de uma vez o domínio cracatoa.com.br e levar adiante o projeto do site. Mas para o primeiro ensaio fotográfico, publicado originalmente na página de Paulo Polzonoff Jr., precisávamos de uma modelo, bela, desinibida e, de preferência, nossa amiga íntima. E então pensamos em...
... Karla Juliane, no apartamento de quem, em um domingo chuvoso que ficará para sempre em nossa memória, gastamos apenas quatro rolos de filmes, dois chandeles, uma coca-cola light, uma rufles, um doritos, um pacote de amendoim e bala de goma, suficientes para render quatro semanas de imagens. Não se sabe da cabeça de quem surgiu a idéia das
legendas, mas a naturalidade com que Karla saiu nas imagens permitiu um casamento delicioso entre fotografias e texto, em que entre uma coisa e outra há muito espaço para a imaginação do leitor. Os ensaios fotográficos se aprimoraram em pouco tempo e, como em tudo que ganha refinamento, precisaram de uma produção mais cuidadosa da qual essa garota desde então se encarregou.
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